quarta-feira, 5 de abril de 2017

Doze projetos do GPLV serão debatidos em Seminário

8º SEMINÁRIO DE PESQUISA DO GPLV
50 ANOS DO TREMOR DE TERRA
Dias 18 a 20 de abril de 2017
Ituiutaba, MG


DEBATE DE PROJETOS

Dia 19 de abril, das 7h às 11h, na UEMG de Ituiutaba

Sala 1.
Literatura de Autoria Feminina
Debatedora: Profa. Dra. Betina Ribeiro Rodrigues da Cunha (UFU)
7h    –  Cibele Fátima do Prado: “A construção das
            personagens na novela Filho de Pinguço, de Alciene
            Ribeiro Leite”, TCC.
8h    – Maria Rodrigues do Carmo: “Alciene Ribeiro Leite:  
           uma vida registrada em acervo”, Projeto de Mestrado.
9h    – Natália Tano Portela: “Facies do feminino em Alciene 
           Ribeiro”, Relatório de Mestrado.
10h  – Maisa Barbosa da Silva Cordeiro: “Mulheres protagonistas
           na literatura juvenil contemporânea brasileira”, Projeto de
           Doutorado.

Sala 2.
Quatro faces da obra de Luiz Vilela
Debatedor: Prof. Dr. Wilton Barroso Filho (UnB)
7h    –  Elcione Ferreira Silva: “O sagrado e o profano nos
            romances Graça e Perdição, de Luiz Vilela”, Projeto de
            Doutorado.
8h    – Ronaldo Vinagre Franjotti: “O Conto e o Nada – o Niilismo
           na obra de Dalton Trevisan, Luiz Vilela e Rubem Fonseca”,
           Projeto de Doutorado.
9h    – Marcos Rogério Heck Dorneles: “Ruínas e modos de narrar
           em A Cabeça, de Luiz Vilela, e em Sete Contos de Fúria, de
           António Vieira Bracinha”, Projeto de Doutorado.
10h  – Pauliane Amaral: “Luiz Vilela: uma biografia literária”,
           Relatório de Doutorado.

Sala 3.
Luiz Vilela e a literatura na escola
Debatedor: Prof. Dr. Yvonélio Neri Ferreira (UFAC)
7h    –  Mateus Antenor Gomes: “Acovardamento e silenciamento
            em Os novos, de Luiz Vilela: uma análise da construção
            narrativa”, Projeto de Mestrado.
8h    – Karina Torres Machado: “A leitura literária na escola:
           formando professores”, Projeto de Doutorado.
9h    – Lígia Ribeiro de Souza Zotesso: “Programa Nacional
           Biblioteca da Escola (PNBE): Luiz Vilela na biblioteca
           escolar”, Projeto de Doutorado.
10h  – Rodrigo Andrade Pereira: “Luiz Vilela: da face pública à ars
       poetica”, Projeto de Doutorado.


Para mais informações sobre o evento, acesse:

terça-feira, 28 de março de 2017

Obra de Alciene é estudada em diversos TCCs

          A obra de Alciene Ribeiro conta com um grupo de estudiosos ligados ao GPLV na UFMS, no Câmpus do Pantanal, em Corumbá. Nesse Câmpus, no ano passado, tivemos os TCCs, Trabalhos de Conclusão de Curso, de Cibele Fátima do Prado e de Juliana Cláudia Teixeira Gomes Borges Amorim, que podem ser acessadas aqui.

          Agora, mais quatro bancas de TCC estão programadas:


Dia 29 de março, na Sala 15 da Unidade 2 do CPAN
14h30 - Heloíse Fernandes de Carvalho, "As três faces da mulher em Alciene Ribeiro"                       
16h - Letícia Alvarez Mendes, "Alciene Ribeiro: sua fortuna crítica no GPLV e uma análise de 'O Mágico de Olho Verde'"               
         

Dia 3 de abril, na Sala H-106, na Unidade 1                      
19h - Lidiane Moura Tacion, "A personagem de ficção na obra de Alciene Ribeiro"
20h20 - Regmar Fátima Yovio de Souza, "A nomeação das personagens em contos de Alciene Ribeiro"                        


         As bancas do dia 29 serão compostas pelos Profs. Drs. Júlio Augusto Xavier Galharte e Alcione Maria dos Santos.

          As bancas do dia 3 serão compostas pelos Profs. Drs. Regina Baruki Fonseca e Alcione Maria dos Santos.

          O orientador das pesquisas é o Prof. Rauer, líder do GPLV.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Diversas atividades confirmadas para Seminário em Ituiutaba


        Diversos nomes e atividades estão confirmadas para o 8º Seminário do GPLV, que acontecerá em Ituiutaba de 18 a 20 de abril, em paralelo às comemorações pelos 50 Anos do Tremor de Terra.

Confira a programação geral aqui.

Faça aqui sua inscrição.

E confira as normas aqui.


       Para debater os projetos de pesquisa em anda-mento no âmbito do GPLV estarão em Ituiutaba os professores Betina Ribeiro Rodrigues da Cunha (UFU), Wilton Barroso Filho (UnB) e Yvonélio Néri Ferreira (UFAC). Esses professores, a eles se juntando a professora Wania Majadas (Faculdade UNIDA, Goiânia), também farão palestra. Os professores Wilton e Yvonélio ministrarão minicurso, na área intrínseca dos estudos literários, e também será oferecido minicurso na interface do ensino e da escolarização da literatura, por Karina Torres Machado.

        Também teremos sessões de comunicações, feitas para estudiosos da literatura e professores de Ituiutaba e região interessados no tema, e os pesquisadores do GPLV irão a diversas escolas da cidade para falarem sobre a obra de Luiz Vilela a estudantes do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio.

          Veja mais informações aqui.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Inscreva-se para os eventos de Ituiutaba

   De 18 a 20 de abril de 2017, o GPLV realizará evento comemorativo dos 50 anos de publicação do livro de contos Tremor de Terra, de Luiz Vilela, juntamente com o 8º Seminário do GPLV, em Ituiutaba, MG, nas dependências da Universidade Estadual de Minas Gerais, UEMG.

 Além das sessões de comunicações, de minicursos e do debate de projetos de pesquisa, o evento contará com a presença do escritor Luiz Vilela, que​, no dia 20, quando se comemoram os 50 anos de publicação do livro Tremor de Terra,​ concederá coletiva à imprensa ​pela manhã​, em local ainda a ser definido,​ e, à noite, realizará ​- no Pilão Bar e Restaurante - ​uma sessão de autógrafos da nova edição - a 10ª- do Tremor de ​T​erra.

  Para abrir o​s dois​ evento​s​, haverá um bate-papo público com o autor na noite do dia 18.

  Confira a programação aqui. Faça aqui sua inscrição. E confira as normas aqui.

  Em breve serão divulgadas mais informações.


      Capa da 1a edição do Tremor de Terra (1967)

quinta-feira, 9 de março de 2017

Alciene Ribeiro, antena da raça humana

        Ezra Pound, em ABC da Literatura (1934), afirma que "os artistas são as antenas da raça". Isso significa que os artistas são capazes de captar os fatos sociais - e reproduzi-los em sua arte - muito antes do público em geral. Tal percepção pode ser identificada em diversas peças artísticas e literárias, como no conto "Vinte anos de Amélia", de Alciene Ribeiro.

      Publicado em Eu choro do palhaço (1978), o conto narra a história de uma personagem que, após uma festa em comemoração aos vinte anos de casada, tem uma tomada de consciência acerca de sua situação e o papel desempenhado dentro da família, e decide buscar sua liberdade.

        Há dois dias, em 7 de março de 2017, o projeto Humans of New York postou a seguinte história:

Uma publicação compartilhada por Humans of New York (@humansofny) em
instagram: humansofny


"Depois de vinte anos de casamento, peguei meu marido me traindo e tive que deixá-lo. Mas honestamente gostaria de ter me divorciado muito antes. Por muito tempo eu estive me negando meu direito de ser um indivíduo. A família se tornou muito mais importante que meus sonhos. Eu tinha pequenas alegrias então: adquirir um carro novo, ter nosso aniversário de 20 anos de casados, quando meu filho entrou para a faculdade. Mas agora a intensidade é muito maior. Estou fazendo todas as coisas que eu amo fazer. Estudei nutrição e consegui um emprego no hospital. Eu compro o que eu quero. Eu assisto a desenhos animados. Eu nunca perco um filme do Shrek. Eu vou a concertos de orquestra uma vez por mês. E bem agora estou voltando de uma aula de finanças. Vou investir no mercado de ações e comprar uma casa na praia." (São Paulo, Brasil)

       A antena Alciene Ribeiro já captava, décadas antes do relato dessa humana de São Paulo, a busca de mulheres pela independência e pelo joie de vivre longe do casamento.

        Reproduzimos, abaixo, o conto "Vinte anos de Amélia":






segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

GPLV - EDITAL DE CONVOCAÇÃO

http://gpliteraturaevida.blogspot.com.br/2017/02/edital-convocacao-reuniao-do-gplv.html

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE REUNIÃO DO GPLV

CONVOCAÇÃO

Ficam convocados os integrantes do Grupo de Pesquisa Literatura e Vida e convidados os demais interessados para reunião do GPLV no dia 4 de março, sábado, no Câmpus 1 da UFMS de Três Lagoas, das 8h às 12h, para discutirem e deliberarem sobre a seguinte pauta: 
  
1. Informes; 

2. Discussão sobre a organização do evento 50 anos do Tremor de Terra, que será realizado em Ituiutaba, MG, nos dias 18, 19 e 20 de abril de 2017, e também do 8º Seminário do GPLV, evento que será realizado em paralelo às comemorações dos 50 anos do lançamento do Tremor de Terra;


4. Análise e discussão de contos do Tremor de terra, tendo em vista atividades no evento 50 anos do Tremor de Terra;

5. Expediente.

Três Lagoas, 20 de fevereiro de 2017.
Rauer Ribeiro Rodrigues/Coordenador do GPLV
Eunice Prudenciano de Souza/Co-coordenador do GPLV

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Edição de 50 anos do Suplemento Literário

"SUPLEMENTO LITERÁRIO"



Meio século de alta literatura

Secretaria de Estado de Cultura lança edição de 50 anos do “Suplemento Literário”, incluindo textos e análises inéditas




Equipe do “Suplemento Literário” em 1970, na sede da redação do jornal, na Imprensa Oficial


PUBLICADO EM 11/02/17 - 03h00

3 de setembro de 1966. Em plena ditadura militar, sob o governo de Israel Pinheiro em Minas Gerais, nascia uma das mais revolucionárias publicações literárias do Brasil. Pensado e idealizado por Murilo Rubião (1916–1991), escritor e intelectual com centenário celebrado no ano passado, o “Suplemento Literário de Minas Gerais” sobrevive ainda hoje no formato impresso, cinco décadas após ter publicado gente do calibre de Drummond, Augusto de Campos, Clarice Lispector, Dalton Trevisan e Lygia Fagundes Telles.
Para celebrar essa história rica de pioneirismo, resistência e literatura da melhor qualidade, a Secretaria de Estado de Cultura lança, na tarde deste sábado (11), a edição especial de 50 anos do “Suplemento Literário” – incluindo os melhores textos, além de poemas e análises inéditas sobre a publicação.
Tido como o maior movimento literário de Minas Gerais, o “Suplemento Literário” começou a ser publicado dentro do “Diário Oficial de Minas Gerais” – no qual até hoje é encartado em um sábado por mês e distribuído para 200 municípios do Estado. Um dos principais méritos de Murilo Rubião foi unir gerações distintas em um mesmo jornal, além de traduzir autores inéditos no Brasil à época – criando uma publicação com peso de grandes escritores e ao mesmo tempo apta a revelar talentos mais jovens.
“É importante dizer que o Suplemento Literário foi assumido por uma geração literária – talvez a última que se articulou com essa magnitude em Belo Horizonte. Víamos tentativas de movimentos desde ‘A Revista’, da turma do Drummond, em 1925. A cidade era marcada por grupos que se sucediam. Teve o grupo Tendência, do Affonso Ávila, a revista “Estória”, do Luiz Vilela. Mas nenhuma durava mais do que três anos. O ‘Suplemento’ foi a resposta a isso porque juntou Drummond e Sérgio Sant’Anna, por exemplo”, pontua Angelo Oswaldo, editor do “Suplemento Literário” entre 1971 e 1973, e atual secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais.
É justamente essa essência que a edição comemorativa de 50 anos do “Suplemento Literário” carrega. Organizada pelo atual editor, Jaime Prado Gouvêa, as 71 páginas do jornal resgatam momentos memoráveis da literatura brasileira. E contam a história de uma publicação modesta, mas poderosa, que na época tinha “oito páginas, que podiam passar a dezesseis em certas edições especiais”, como diz Jaime.
Dividido em contos, poemas e análises acadêmicas inéditas, a publicação reproduz desde o primeiro número do jornal, com ilustração de Álvaro Apocalypse e poema de Breno Rivera, incluindo o fac-símile original de 1966, indo até análises inéditas de Humberto Werneck, um dos escritores revelados pelo “Suplemento Literário”.
Esse resgate histórico das páginas antigas, aliás, está presente nos textos mais importantes selecionados por Jaime Prado. “O ‘Suplemento Literário’ sempre prezou por uma estética dos poemas também. E vários poetas tinham ligação com as artes plásticas, como Sebastião Nunes, Amílcar de Castro e Márcio Sampaio, o que fazia com que as páginas tivessem caráter visual interessante. Por isso, ao republicar os melhores textos e poemas na edição de 50 anos, prezamos por apresentar os textos com o fac-símile original da época”, justifica João Barile, redator do ‘Suplemento Literário’.
Um dos recortes mais interessantes da edição comemorativa são as traduções. À época, os redatores do ‘Suplemento’ costumavam traduzir autores como Gabriel García Marquez e Julio Cortázar “na tora, do jeito que dava”, como lembra o escritor Libério Neves. “Tem muita coisa interessante. Como a tradução do Affonso Sant’Anna para o texto ‘A Banda Policial’, do autor norte-americano Donald Barthelme – um cara que só começou a ser traduzido oficialmente no Brasil no ano passado. Ou uma ousadia maior: a tradução de Humberto Werneck de ‘A Prodigiosa Tarde de Baltazar’. O próprio Humberto brinca que só sendo muito jovem para ter coragem de traduzir Gabriel García Márquez assim, de supetão mesmo. Mas, apesar disso, foram ousadias intelectuais que só provaram a qualidade intelectual que Minas reuniu”, diz Libério

AGENDA

O quê. Lançamento da edição de 50 anos do “Suplemento Literário”
Onde. Livraria Ouvidor (rua Fernandes Tourinho, 253, Savassi)
Quando. Neste sábado (11), a partir das 11h
Quanto. Entrada gratuita


“SUPLEMENTO LITERÁRIO”

Sobrevivência do papel em meio à cultura digitalizada

Angelo Oswaldo e Julio Cortázar, argentino traduzido pelo ‘Suplemento’


Em meio a cinco décadas de história, hoje, o “Suplemento Literário de Minas Gerais” já conta com as suas cerca de mil edições digitalizadas pela Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – que mantém o trabalho atualizado ano após ano, disponibilizando o material gratuitamente ao público. Ainda assim, e mesmo diante à crise que atinge publicações impressas em todo o mundo, a edição bimestral se mantém no papel, desafiando novos tempos, formas de absorção de leituras e, principalmente, a missão de continuar divulgando escritores talentos da literatura mineira e brasileira.
“Hoje, o ‘Suplemento’ está inserido no contexto de uma cultura digital que é muito forte, em termos de concorrência. Outras mídias se fortaleceram, enquanto o impresso perdeu muito o seu papel, sem querer fazer trocadilhos. Mesmo com todas essas questões, o ‘Suplemento Literário’ tem muito mais pontos positivos do que negativos. Ele criou uma forma de leitura e divulgação nunca vista antes no país”, analisa o poeta Fabrício Marques, editor do “Suplemento Literário” entre 2004 e 2005.
Além disso, Marques ressalta o caráter praticamente perdido em outras publicações culturais do Brasil: tempo para compreender e escrever. “Numa das últimas edições do ano passado, eu fiz uma entrevista de 13 páginas com o músico Tavinho Moura (compositor da geração Clube da Esquina). Eu fiquei quatro meses debruçado em cima disso, entrevistando, apurando e escrevendo com calma. É algo que não se vê hoje em dia mais: textos longos e mais trabalhados, com mais conteúdo”, diz Fabrício.
Em uma análise contemporânea, o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, avalia que hoje em dia o “Suplemento Literário” não é mais “um instrumento de um grupo literário muito competente”.
“É um fato de que, nos dias atuais, o ‘Suplemento’ serve como importante meio de divulgação de autores mineiros e até nacionais. Mas não representa mais escritores conectados por diferentes gerações. É uma mudança natural, que os tempos pedem. Desejo vida longa ao ‘Suplemento’, tão longa que possa abrigar novos movimentos no futuro, mas que, especialmente, jamais deixe de divulgar a bela literatura do Estado e do Brasil”, diz o secretário.
Para o redator do “Suplemento Literário” João Barile, apesar da mudança de contextos, a publicação ainda mantém um de seus principais pilares. “Desde o início, em 1966, o Suplemento busca textos inéditos. Nada de republicar – incluindo as traduções pioneiras de Garcia Marquez e Julio Cortázar. Isso se mantém hoje. O Jaime Prado tem o cuidado de manter o ineditismo, peneirar os autores, trazer o novo direto ao leitor. É fantástico que isso se mantenha há 50 anos, mesmo com várias dificuldades financeiras, de impressão etc. É uma vitória”, analisa João.

Confira também:
http://www.otempo.com.br/divers%C3%A3o/magazine/meio-s%C3%A9culo-de-alta-literatura-1.1434421



                                                                                                           Veja Alciene Ribeiro no 

SLMG, aqui.